A troca de olhares íntimos,
a simbiose entre dois corpos e o toque que os sagra,
num oásis de odores e sabores..
Tudo um paraíso perdido numa dimensão que,
provavelmente, nem sequer existe...
« Perdido na escuridão de meus desejos,
mergulhei intimamente no onírico mundo da fantasia
e deixei-me levar pelo místico de meus sentimentos,
inteiramente à parte da razão.
Vagueei, sem Norte,
entre descobertas dolorosas,
realidades piedosas
e estradas perigosas,
que me enterraram cada vez mais fundo
na campa dos esquecidos.»
Era esta a realidade que outrora assombrava meus dias,
e que extrapolava a minha cama para o olho do furacão
nas noites em que o sono fugia com medo das sombras.
Mas foi andando na bruma que tropecei numa inesperada rocha de luz.
E essa, ainda incandescente, rocha,
desagregada da Fraga da razão e da objectividade,
transmitia um conforto único,
um estranho sentimento de fé,
que me desenterrou ligeiramente da negritude envolvente.
Com o tempo, os sonhos foram-se separando do Tenebroso.
Havia neles um masoquismo que deixara de ser dilacerante
para se tornar delicioso.
A tortura continuou,
mas a partir daí,
de todo um tempo diluído no Tempo,
tornou-se suave e apaziguadora…
Um auto-flagelo que denominei de “Esperança”.
Uma mutilação que deixou de viver nas trevas
para se estabelecer na luz à saída do purgatório:
– um crepúsculo de improviso e sobrevivência;
– uma aparente felicidade continuada;
– uma companhia que não existe mas que perpetua a meu lado.
O branco e gélido manto envolvente abriga um passado escondido.
Um passado que,
entre as folhas caídas da árvore da vida,
se fez ainda mais forte do que na sua génese
dando-me alento para este presente,
outrora martirizado,
agora aconchegante.
Teço sentimentos e emoções cada vez mais genuínos.
Todavia, aquela montanha coberta de neve (…)
Floco a floco um paraíso foi levantado
que com a noite será devastado.
O tempo.
Esse inimigo tão amigo.
Esse veloz devorador de momentos aprazíveis;
esse demoníaco prolongador dos destrutíveis.
Esse que engana com a sua clássica e temível máscara...
Quase tão temível quanto o manto desta gélida, mas bela, recordação.
É a dresteza da mente
que se funde com as almas em redor.
Ludibria aprendizagens passadas
e apaga a consciência da realidade,
num toque suave de amor.
Cresce a cada passo; Morre no seguinte..
Reencarna das cinzas numa poderosa tela em branco.
Uma tela genuina, viajada,
tocada e magoada,
de uma magia irreal e encantada,
que une utopicamente vidas sem sentido…
Um olho. Um olho emotivo que nada vê.
Palavras traiçoeiras que conquistam.
Toques que desmentem.
Conflitos que desfazem.
Dores que se reacendem.
Contudo, mágoa? P'ra quê? ..
Um intervalo para pensar..
Divagar pelo banal,
reflectir de uma forma natural
em tudo que me incomoda;
um todo que me afoga.
O descontrolo da solidão,
a perda do social,
a temporária derrota da alegria jovial (...)
Transpiro. Embebedo-me em suor.
Não daquele composto por ureia e cloreto de sódio
mas sim do que transborda a alma de sentimento..
Sim! Sou feito de puro sentimento...
Intuição, sensibilidade e consciência
fazem parte integrante de meu ser
dilacerado pelas árduas vivencias,
inesperadas e inevitáveis,
mas construtivas e elucidativas!
Edificado pela força descoberta num baú sem fundo,
com inúmeros astutos labirintos de enganos de frágeis prazeres,
cresço colossalmente mantendo-me na minha inocência, quase, infância.
A ingénua e estúpida vontade
de querer ver e sentir a bondade…
É no fervor de uma noite,
que a consciência do presente
se une com a construção do passado,
direccionando a minha atenção para o terror de um possível futuro.
Acutilantes e azedas palavras rasgam a emoção de um pensamento;
metamorfam um pacifico vazio num vulcão activo de desilusões.
Palavras…
Um sangrento discurso de lembranças,
poderoso em sentir e persuasivo em motivos.
Vagas opiniões de Uma realidade, de Um sigilo, de Uma alma em perda…
Desencontro! Ilusão! Desilusão!
Re-chegada! Partida!
Confusão!
Em tinta e papel,
em memórias e sinapses,
em visões e lembranças.
Confusão…
Sento-me! Levanto-me!
Sento-me! Levanto-me!
Caminho incontáveis vezes em direcções opostas,
dentro do meu próprio quarto,
o meu tão acolhedor refugio,
tão cheio de futilidades a preencher as paredes e mobílias,
tão recheado de momentos,
outrora verdades, agora recordações!
Tão vazio…
Sim vazio! Sentido como nunca antes!
Contudo, o Ardor da perda vem substituí-lo
tantas e tão indescritíveis vezes.
...
Deixei para trás o chocolate!
Utilizo a almofada somente como amparo à cabeça,
já que deixou de conseguir substituir vida.
Pausei no livro perfeito!
Substitui músicas!
Entretenho-me com o que posso,
com o que quero, agora, poder!
Deixei-me de rodeios!
Tudo! Em vão …
Modela-te, novamente, alma perdida!!
Andava parte de mim a deambular pelos caminhos moribundos do pensamento enquanto a outra penava pela sorte que invade minhas noites..
Andava eu a passear por vidas desconhecidas que preenchem o dia de meus sonhos.
Andava eu…
Analisei vidas sem interesse com todo o interesse que vidas paralelas à minha me podem contar.
Contaram-me que a minha está distante de um fim;
inacabada como um conto de fadas com a sua história feliz não concluida… com histórias escondidas que sagram seres fantásticos nunca descobertos.
Uma história finita mas sem fim!
Uma que conta todas as outras;
um passado complicado, de numerosas e incalculáveis narrativas, que me toca bem no fundo de meu ser; de tal forma, que deixo de me conseguir exprimir…
Uma história de lágrimas de um falso ouro e outras de um sujo carvão, combustivéis de vida..
Uma biografia na qual me revelo sem segredos nem pudores.
Uma história em que sou Eu, só Eu, sem limites e sem barreiras!..
A nau das ilusões navega próximo de meu porto.
O desencadear de sonhos, esperanças, forças;
o alento de uma vida de várias experiências…
Várias! Uno!
Sou um, feito de muitos;
com segredos inocentes;
desnudo de perigosos sigilos!
Abro-me!
Conhecem-me!
Destroem-me!
Recuo! Mantenho!
Calmo, agito-me…
Parado, reedifico-me!
Estendo as mãos à música, à arte…
Liberto vontades
abro os poros
suo respiro
consumo oxigénio
absorvo esperança.
Acendo um cigarro de emoções e mergulho em mim!
Caio em Amor.(..)
Contenho!
Passo a passo…
Sufoco!
Aclamo o incenso…
Suspiro!
Reclamo a metamorfose.
Abalo!
Glorifico a diferença.
Inalo!
Acendo a cor.
Vibro!
Sinto a música. Grito!
Amo o abismo.
Sensualiso!
Venero alma e sangue..
... suor e pensamento.
Ardo!
Dentro de mim…
"Ódio por ele? Não...Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida roubei todo o encanto...
Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!
Ah! Nunca mais amá-lo é já o bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não...não vale a pena..."
(Florbela Espanca)

E a chama desponta,
lenta e docemente,
no seio da escuridão.
Observa-me!
Fita-me!
Ex que explode
e se avoluma
em labaredas
fortes e quentes,
intensas e ruidosas,
que me envolvem
e absorvem...
Mergulho em acolhedores momentos,
de paz e tranquilidade,
e em poderosos instantes,
de êxtase e euforia.
Navego no negro da luz!
União perfeita.
Ardo em conflitos...
Todo eu sou Fogo!
Reencontro o Douro.
É o retorno ao leito que me devolve
o florescer de meus misticismos e encantos.
As Histórias!
Os veredictos de aventuras e concretizações,
entranhadas no abundante granito,
libertam-se num odor refrescante,
(de inquietude e saudade)
cobrindo,
com uma densa e negra neblina,
o carvalhal que me cerca.
Dispo-me do inoportuno presente.
Recheio-me das mais aprazíveis recordações.
E cubro-me com o onírico manto de meus desejos.
Um rio entre montes.
Um rochedo no alto da colina.
Uma fenda no horizonte.
Uma dança entre o verde e o azul,
o visível e palpável,
e o imaginável e inalcançável.
Estonteantes gotas
de um cristal que cai do céu
revestem-me o corpo
com uma profunda película
de Vida!
Sou Ar e Água!
Terra e Fogo!
Sou a essência
de um romanesco e genuíno sentir!
Perco-me dentro de mim!
Delicioso...
Num dos meus sonhos
fui parar à beira da mais recôndita relíquia.
Soterrado estava o livro de meu sentir.
Uma obra de arte…
Magia que sagra a minha noite
é descrita ao pormenor neste papiro de emoções e sentimento.
Palavras de dor e sofrimento..
Decretos aspirantes da condenação eterna..
Corro!
Grito!
Abafo sons mudos..
Recuo um passo!
Tenho medo…
Estou só!
Lacrimejo..
Choro somente..
A terra carcome meus pés
e abato-me sobre a húmida e gelada relva de minhas emoções!
Solto mais um grito.
O último.
É o término da esperança..
Sempre tão forte e vigorosa.
E agora tão débil e apodrecida.
http://youtube.com/watch?v=maOLKs1b07I
Sento-me num canto da Lua.
Observo a noite a desnudar-se num sono triste,
entorpecido..
Vislumbro tempestades de sonhos.
Há almas que choram!
São silêncios vivos,
atalhos de timbres taciturnos.
No desnudar da noite mora o vestir do dia..
A tristeza solta um tremor!
Saudade...
Os olhares trocados
elevam-me a um mundo fantástico.
De fantasia, magia.
De calor.
De amor.
Corações respiram pulsações
Rápidas...Quentes...Calmas...
Eu? Eu permaneço aqui!
Neste recanto da Lua.
Distante!
Mas eternamente submerso
na fusão ardente
de nossos corpos,
de nossas almas.
Procuro o horizonte.
Avisto-o.
Contemplo-o.
Aterrorizo-me!
O temporal aproxima-se.
Luz, ruído e água
absorvem-me e devoram-me velozmente.
Tropeço. Caio.
Não me volto a erguer.
Atrevo-me a mais um passo.
Piso o pérfido solo de um surpreendente destino.
Desvairo em conflitos!
Deliro!
Uma doce (mas desleal) aparência
torna-me num belo homem
que desafia o seu próprio destino
mas que se desfalece de pranto,
sem o vantajoso acréscimo
da posse de uma romanesca promessa cumprida.
A austera e ponderada criança, que há em mim,
revela-se mais lúcida
que o moribundo e pálido adulto, que ostento ser,
desprovido da força que essa genuína criatura emana.
Porém, é essa criatura juvenil e essa outra adulta
que, em simbiose, me concedem o estatuto de
Ser singular
e único!
Ser esse, que tanto se reedifica nos instantes afortunados
como se assola nos momentos de agonia e temor.
Ser esse, que se atreve sempre
a mais um passo!
A essência que me beija a pele da alma,
nasce de uma, nada proeminente, sensualidade
que acolhe o odor de meus pensamentos.
A proeza que envolve meu sentir,
brota da mais aprimorada forma de amar,
que me encaminha para a mais terrível forma de sofrer.
E é o silêncio, de acaloradas e furtivas feições,
que acarreta consigo o sopro e o embalo de um merecido sorriso..
por existir..
E o desespero consome a sigilosa luz de minh’alma.
Caio no poço do abandono e entro no labirinto das mais macabras injustiças.
Perco-me na desesperança...
É este desalento que carcome, corrói e abate qualquer sorriso de felicidade que eu deviria sentir..
Desejo aniquilar o dia de amanha para poder não sentir mais este sofrimento.
Penoso e amargo é o meu momento do presente!
E ela regressa.
Toma seu perpétuo caminho divinizado,
e troca deliciosos desabafos com a sua caneta e o seu papel.
E ela,
a vontade,
a falta,
a saudade,
a imponente necessidade da simbiose com a escrita,
mergulha-me no meu rio de sentimentos e vivências internas..
E eu, débil,
com a minha confusão
de quereres e vontades erguidos de quereres e vontades superiores,
de sentimentos de verdade,
de uma realidade não virtual
e sem dúvida imortal,
mutilo meus neurónios
(controladores de motivação, cativação e sobretudo das gloriosas certezas)
com hereges e agoniantes dúvidas,
incertezas,
inseguranças,
receios,
medos..
tudo crimes inoportunos à minha co-realidade..
Meu mundo interior..
..um mundo de diferente odor..
Temor!
De uma situação dramática que favorece o desvio de um futuro brilhante!
Torturante! Mas brilhante!
Desmascaro-me e entro num delito jamais imaginado..
Sinto meus ossos a corroerem minha essência.
Sinto-me perder...
Sei que a lua está lá!
Mas ela camufla-se tantas vezes!!!
Todavia, mesmo com a sua pequenez,
como a de hoje,
Consigo senti-la grandiosa,
encontro-a por detrás dos galhos das incertezas e vislumbro certas veracidades que me devolvem a vontade de nunca desistir..
.. de me perder no amor..
Deliciar-me com os lábios do teu coração,
a língua do teu sangue,
a cabeça, o tronco e os membros do teu sentir.
Sedento,
abato o horror dos desassossegos,
desfaço os nós dos medos,
e limpo o suor dos receios.
Purificas-me!
Sagras-me!
Quero-te!
Como a lua quer a noite para sua companheira.
É um para sempre juntas.
Eternamente amantes,
na mais deleitosa dependência.

Oh meu inquebrável ser,
Aqui onde não me chega o teu desprezo,
chega-me o teu adocicado suor,
que me prende, sem pudor,
às garras desmedidas de teu amor.
Oh minha infindável precisão,
me perco, desorientado,
em caminhos moribundos
que me cegam para a visão deste e de todos os mundos.
Renego a paz, mas trago a calma.
Elevo o corpo, mas estrago a alma,
num turbilhão de beijos, perigos e desejos.
Acorrento-me a uma vida, a um olhar, a uma pele, ao terno odor que é te amar.
Percorro, em meu refúgio, a única verdade
que sempre foi verdade:
a pureza daquilo que existe e que não poderia existir.
Que não pode existir!
Mas...
Louvo!...
Sim louvo o teu amor.
(Maldita mentira,
aquela a que me obrigo a ceder)
Entre fumaças e luzes de velas!
Entre barcas desembarcadas,
noites inacabadas de pronto horror.
Entre dias de dor, momentos de calor;
Entre águas escuras e límpidos lodos.
Entre o inferno intemporal e o paraíso desertificado.
Entre um telemóvel, um isqueiro, um cinzeiro.
Entre 7 cores, quatro paredes,
um tecto, um chão, uma cama e um coração.
Entre uma alma; inúmeras vidas.
Entre esta vida, o corpo; o outro lado da verdade.
Entre suspiros, por entre gritos.
Abafos. Bofetadas. Mentiras e sinceridades.
Entre o que senti! o que sinto! o que sempre sentirei!
Entre a distância. Entre distâncias...
Entre o passado... o presente... e um futuro.
Entre mim, e tudo o que me envolve.
Entre mim, e esta SEM ESCRÚPULOS sociedade.
Entre mim, e a LOUCURA da Humanidade.
Paro!
Olho à minha volta e vejo pontos que brilham entre ramos de um verde fresco.
Paro!
E inspiro o doce ar isento de sujidades.
Paro!
Individualizo-me na mística e critica atmosfera envolvente.
Dispo-me de pudores e uno-me com a relva.
Desnudo-me de maldades, mentiras e segredos e uno-me com as estrelas, com o azul-magia que as aconchega.. e que também a mim acolhe.
Mergulho na música ..... e sonho.
Paro!
E sonho!
E vejo à minha frente, n'uma cor lacrimejante e d'uma nitidez proeminente, palavras de verdade:
«Tu Amas.
Tu Sonhas.
O teu Amor é o teu Sonho»
E eu sorrio!.. [...]
Hoje, tranco os lábios..
.. aprisiono as palavras!
Limito-me, simplesmente, a sentir..
Last night I dreamed...
Last night I had a dream...
I could listen your voice...
I could feel your touch...
I could touch your lips...
Last night I had a dream...
I was walking to you for a long time...
all the stars took care of us...
Last night I could feel your hugs...
I could listen sounds of the world...
I could to take care of you...
In this morning...
Oh in this morning...
I woke up smiling ...
I love You!!
*
Te agradeço, 'mana', amor da minha vida.. Minha garota doce!
Por todo o teu apoio, conforto, carinho, amizade, amor de irmã.
Toda a tua compreensão, toda a tua alegria por mim!
Todos aqueles teus sorrisos.
Toda a timidez inocente.
Toda a ajuda, nas palavras, nos actos, nos sentires..
Por tudo isto, te amo! E amar-te-ei para sempre.. :)
You are the only one! Now, you know! **
Viver...
é saber apreciar o que de melhor a vida tem para nos oferecer...
é saber agarrar O momento...
e...
desse momento...
retirar toda a magia...
a magia da vida...
e...
lutar...
lutar com garra por esses momentos...
para que quando a dor nos invada...
possamos dizer...
eu...tenho os meus momentos de magia...
é apenas...a magia da vida !
Férias!! :)
*
Inspiro!
Contenho!
Alucino..!
Teu corpo no meu:
utopia..
Teu amor com o meu:
melodia..
Porquê?
Olha! E vê!

Amo-te a cada cair da noite que me acusa.
Cai em mim o escuro, o negro que provo sem recusa.
Dá-me a tua mão, o teu braço, o abraço.
Esquece o cansaço do bater do meu coração
preso na tua mão.
Amo-te a cada cair da noite que de mim abusa.
Cai em mim o silêncio, essa palavra que me usa.
Abre a tua mão, o peito, fico sem jeito.
Esquece o efeito do não escondido que plantas na trilha
das linhas da minha mão.
Amo-te a cada cair da noite…
Janela dos sonhos que sonhas.
Sonho lá entrar.
Amo-te!

Inspiro! Expiro! Socorro meus gritos mais profundos…
Trago a paz… elevo a alma.
Toco-lhe! Manejo esta bola de energia que nasce de minha calma.
Sinto-a! Introduzo-a no meu corpo, suado de desejo…
Viajo! Mergulho em virtudes e defeitos inertes pelos pilares da mente!
Pego aqui e ali! Pego em toda a energia exterior ao meu corpo e possuo-a!!
Apodero-me dela e sacio a minha pele, sedenta de amor!
Danço! Sinto cada músculo; sinto cada movimento!
Liberto a obscuridade e recolho a luz!
Vibro! Sinto as vibrações desta luz tão pura, tão doce, tão acolhedora…
Envolvo meu corpo!
Envolvo minha mente!
Envolvo o meu ser e deito-me!
Fecho os olhos … e toco-te!
Estás tão longe, mas tão perto!
Sinto-te a meu lado … e aprisiono-te a mim…
… para que juntos alucinemos, mergulhados nesta luz, cada momento em que nós dois
… somos Um!

“Há milénios, os indo-europeus lançaram-se à conquista do Mundo e encetaram a longa marcha dos povos vindos da hiperbória.
Nós, que somos os seus herdeiros, renovamos esta noite o rito antigo dos filhos do Sol.
Que o FOGO, vindo dos quatro horizontes do nosso Mundo, ilumine com uma chama única este solstício de 2006”

Esta foi a sublime frase emanada pelas nossas vozes, na fantástica noite deste Solstício.
Retratando o Ar, que entra no nosso peito e nos faz levitar.
Mergulhando na Água, que é fonte de vida, inspiração dos mais atentos.
Enlameado com a Terra, que purifica cada poro de minha pele, que simboliza meus alentos.
Dançando com o fogo, que nos faz acreditar, sonhar ...
Foi na companhia destes quatro e indissociáveis elementos que nós, o TEB (Teatro de Estudantes de Bragança), celebramos o mais belo ritual de misticismo e encanto.
Foram momentos únicos, de êxtase, no nosso lindo Castelo.
Não esquecerei!
Que o FOGO ilumine todas as vossas vidas!!

Aqui, neste meu mundo tão meu,
tão sombrio e luminoso,
tão obscuro e misericordioso,
tão cheio de mistérios e segredos que assolam os meus dias,
meus desejos e vontades,
meus prazeres e sensualidades,
Observo-te e Consumo-te...
Aqui, neste meu mundo tão meu,
por todos desconhecido,
espelho-me em ti,
Observo-te e Consumo-te com toda a sublime vontade que me invade,
com toda a loucura que imerge de meus pensamentos,
com toda a força que nasce de meu coração,
tão desejoso de te ter aqui,
neste meu mundo só meu,
mas tão teu...
Porque estás tão perto, mas tão infinitamente longe??
Observo-te e Consumo-te através desta transparente vidraça,
que me esconde,
que cobre toda a dimensão dos saberes nunca explorados.
Aqui, neste meu mundo tão meu,
entrelaçado nestes trovões,
nestes fulminantes raios que me afogam com gotículas tão profundas e enfurecidas,
Observo-te e Consumo-te com o olhar...
Noites em que sombras fogem da escuridão.
Escondem-se em cantos!
Escondem-se em pensamentos!
Querem levar a loucura e o desejo,
querem desorientar o beijo,
para o massacre da solidão..
Noites que metamorfam sentimentos passados,
que do mundo foram apartados.
Noites que jazem da nascente,
que se espelham no jazigo,
Noites que se agitam pela corrente,
que saúdam o caminho comigo.
Noites de tristezas, mágoas, mas afagos.
Noites de caminhos trocados, loucos, mas pensados.
Noites de farsas, mentiras e erros cometidos.
Noites de regressos enganados, de saberes adquiridos.
Noites trocadas, mas sagradas.
Sangue profano,
fluindo,
purificando,
cada consumo de veneno,
que se tornou heresia,
nesta noite vadia.
Acontece em noites tardias,
a sombra do que se diz amante.
Queimando na tortura,
queimando o flagelante,
queimando a tristeza, tornando-a ternura,
traduzindo a luz que me encaminha para a doce loucura:
uma réstia de felicidade que ainda perdura!!
Sigo pela noite dentro como se fosse uma sombra na obscuridade
Tento encontrar um caminho que me leve á eternidade
Sigo entre corpos caídos nas brumas do silêncio de outrora
Vejo esta vida que em tempos foi minha e agora se vai embora
Deixo-me consumir por esta demência que me leva á loucura
Todos os dias procuro neste veneno uma cura
Levo-te dentro de mim para que me possas consumir com o teu ódio
Sento-me, descanso e deixo-me adormecer enquanto fumo este ópio
Ópio que me convalesce e consola, ópio delirante
Deixas-me perdido neste mundo embriagante
Caminho na penumbra, caminho algures ao luar
Penso na morte que nos irá abraçar...e em seus braços me deixo embalar
Se ao menos este veneno fosse a cura
Consumia-te até me levares á loucura
Enquanto isso deixo-me perder no teu olhar
Fumo este ópio...e aqui, sozinho me deixo ficar
Foste tu!
Assim se começa uma acusação!
Sem se saber se fui,
Se sou não o sendo, mas julgando
Somente por palavras escutadas
Com ecos de maldade…
Fui eu! Fui?
Mais vale uma mentira azeda que uma verdade em prazo…
Fui eu! Fui? E menti nem falando?
E quem fala mentindo…é verdadeiro?
É! Assim parece…
Seja essa a tua verdade que a minha se mantém;
Inalterada, pura, sincera e magoada pela dúvida.
Não fui eu! Não?
Fui! Disseste tu por palavras alheias que copiaste de livros sem revisão,
com erros e maldades de pensamento…
Fui eu?
Se o dizes…para quê contrariar as verdades alheias
Mesmo vestidas de calúnia e verdades falsas.
Magoa o desconhecimento, pensando que me conhecias,
Mas deixa…fica com a tua verdade, que a minha é minha
E não deixo que a corroam!
Não me justifico…não o merecem!
Fui eu? Se achas…
A nossa verdade sempre foi mais verdadeira que a alheia,
Não é?
É assim que todos pensam, tu também, não é?
Também é verdade que o Sol gira à volta da Terra…
Está escrito, foi dito!
Fica com a tua verdade que é tua, de quem ta revelou…
Eu fico com a minha mentira falsa.
A lógica da matemática da vida: não e não é verdade!
A verdade existe, a mentira cria-se! Fácil parto!
Fui eu...fui?
Viajo perdido no intemporal que se aproxima..
Deliro com a virtude que me foi condenada.
Jornada... inacabada...
É um ébrio acto de lucidez,
este que tomo, e que julgo numa só vez!
Imprudentemente me desvio do caminho tomado...
sim, eu sei.. para comigo sou indelicado..
mas prefiro conter uma sofredora lágrima contagiante,
do que iniciar aos outros um choro constante!
Perdido, navego no mar das desilusões!
Sozinho, afogo-me em permanentes discussões..
Oh, triste destino que me foi predestinado..
ao raiar, no obscuro sub-mundo obstinado.
Aqui estou! Aqui me encontro..
É o doloroso desencontro de amores.. É o nascer de ardores.
Daqueles ardores que acolhem.. aqueles que seduzem..
os que encantam, os que acalmam..
os que, com um único calafrio, reviram a alma…
… e que submergem bruscamente a calma!
Esfuma-se o tempo que invento.
Prendem-me as horas da vida.
Retomo tenazmente o alento.
Compasso de vida, sentida...
Lentamente...
Os rios transbordam
Implacáveis
Como o relógio que me controla
O tempo de vida.
Minutos amáveis.
Vida que rola...
Sorte:
O tempo até à morte.
E é
deitado sobre
a minha cama
que deixo todas as minhas
dores.
O outro dia,
ao amanhecer,
não parecerá promissor.
Mas,
a noite,
ah! a noite,
esta, sim,
será companhia.
| CURRENT MOON moon info |
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